domingo, 24 de setembro de 2017

Bravestarr em lianhuanhua



Lianhuanhua é um tipo de livro chinês que cabe na palma da mão, nele são publicadas histórias de arte sequencial, podendo ter legendas e até balões, é considerado o precursor dos quadrinhos chineses (chamados de manhua) surgido no início do século XX. O formato lembra os Big Little Books ou tijolinhos como ficaram conhecidos no Brasil, embora os Big Little Books tivesse mais textos. Também lembra formato talão de cheque dos quadrinhos italianos (fumettis) onde surgiu o cowboy Tex Willer da Bonelli, embora esses tivesses três tiras por página, na Itália é chamado de formato a striscia, literalmente, formato de tiras (por conta do uso de três tiras que remetem as tiras diárias).


Bravestarr foi uma série animada do gênero faroeste espacial (um misto de space opera com o faroeste) da Filmation, conforme comentei no outro blog, teve quadrinhos nos Estados Unidos, Itália e até mesmo no Brasil.


Eis que encontrei essa inusitada versão em lianhuanhua, muito provavelmente pirata, tal como fizeram com Star Wars, He-Man (que também teve desenho pela Filmation), As Aventuras de Tintim de Hergé, Astro Boy de Osamu Tezuka, entre outros.






Referências e dicas de leitura


Lianhuanhua: China’s Pulp Comics


Lianhuanhua - Wikipédia em inglês

Lianhuanhua - Wikipédia em francês

More Chinese LianHuanHua

Chinese Llianhuanhu: A century of pirated movies

Historias em quadrinhos chinesas tradicionais - Chinese traditional comics - Lianhuanhua


Lianhuanhua - John A Lent - Nona Arte: Revista Brasileira de Pesquisas em Histórias em Quadrinhos - ECA/USP


Do alto da Grande Muralha da China, 2 mil anos de histórias em quadrinhos vos contemplam...


Lianhuanhua na China

domingo, 2 de julho de 2017

Os quadrinhos de Caverna do Dragão



Em 1983, a Marvel Productions lançou uma adaptação animada do primeiro RPG de mesa da história, Dungeons and Dragons. A empresa foi formada em 1981, após a Cadence Industries Corporation (dona da Marvel na época), comprar o estúdio DePatie-Freeleng.

A série foi criada após a CBS recusar o projeto Sword and Sworcery da própria Marvel Productions, a solução foi conseguir uma licença com a TSR Inc, a editora ainda lançaria adaptações de Conan, tanto em adaptações para D&D (1984), quanto em um sistema próprio (1985), na época, licenciado pela Marvel e Marvel Super Heroes RPG (1984), que usava um sistema próprio chamado FASERIP system.

A série teve 27 episódios distribuídos em 3 temporadas.

Nos Estados Unidos, a série gerou diversos produtos licenciados, exceto revistas em quadrinhos, embora em 1981, a própria Marvel havia publicado anúncios do RPG Dungeons and Dragons em forma de páginas de quadrinhos (assim como ocorreu com G.I. Joe, que anos depois, ganharia uma revista pela própria Marvel).



Em 1985, a série foi lançada na Espanha, sendo exibida pela Televisión Española (TVE) com o título Dragones y Mazmorras, isso permitiu que o RPG fosse publicado no país pela Dalmau Carles Pla, que publicou uma versão do Basic Rules Set de 1983 e do jogo de tabuleiro Quest for Dungeonmaster, jogo baseado na série animada lançado pela própria TSR em 1984.

Além disso, a TVE licenciou uma revista em quadrinhos pela editora Forum, as histórias não podiam avançar e eram quadrinizações dos 27 episódios (ou seja, foram publicadas apenas 27 edições entre 1985 e 1986), os roteiros foram adaptados por Francisco Pérez Navarro (tradutor e roteirista de quadrinhos), com desenhos de Pascual Ferry, Francisco Javier Montes, Juan Bernet, Eloy Garijo, Bernardo Serrat e Ramón González, anos depois, Ferry iria trabalhar para o mercado americano, desenhando personagens como Quarteto Fantástico, X-Men e Adam Strange.







Os quadrinhos da Forum ainda foram publicados pela Marvel UK (extinta divisão britânica da Marvel).




Também teve uma série de seis livros ilustrados publicados pela editora Timun Mas, uma outra editora com título relacionados com RPG, os desenhos são creditados a Ángel Julio Gómez de Segura Beaumont, conforme comentei em outra postagem, o artista fundou um estúdio nos anos 70 e foi responsável por versões em quadrinhos de desenhos animados. o formato do livro lembra os quadrinhos, cada página contem duas ilustrações e textos, alguns até mesmo com balões de diálogos.


Em 1996, a TSR publicou uma HQ Forgotten Realms: The Grand Tour os personagens aparecem envelhecidos, Forgotten Realms é um cenário de D&D, na série de TV, o lugar onde a série se passa é chamada apenas de Realm (O Reino).




No Brasil, a série estreou em 1986, sendo exibida pela primeira vez no Xou da Xuxa da Rede Globo, diferente da Espanha, os RPGs não vieram junto com a exibição da série, os RPGs chegaram ao país nessa época, mas era um hobbie restrito aos sabiam ler inglês, livros e fichas fotocopiados eram distribuídos entre jogadores, essa geração ficou conhecida como Geração Xerox.


O primeiro RPG traduzido oficialmente foi GURPS (Generic and Universal Role Playing System) da Steven Jackson Games, publicado em 1991 pela Devir Livraria, nesse mesmo ano, é lançado o primeiro RPG brasileiro, Tagmar.

A série foi exibida pela Globo durante anos, contudo, houve um hiato entre a segunda e a terceira temporada, quando voltou, a série teve uma troca de dubladores, esse hiato criou um mito sobre o final da série, hoje sabe-se que ela não teve uma conclusão. Uma outra lenda era que os personagens teriam morrido (estando no inferno ou no purgatório, dependendo da versão).


Em 1993, Dungeons Dragons foi lançado pela fabricante de brinquedos Grow, a empresa ainda publicou uma versão de  Quest for Dungeonmaster como "À Procura de Dungeonmaster - Uma Aventura com a Turma da Caverna do Dragão", não sabe ao certo se a Grow publicou junto com o primeiro D&D. A empresa ainda publico Classic Dungeon e DragonQuest, que ainda mantinham características de jogos de tabuleiro, embora se encontre fotos do jogo, não há indicações de datas.

Em 1994, a Estrela lançou outro produto similar HeroQuest

 Conforme vemos em vários exemplos, tradutores de diferentes de mídias raramente procuram  conferir outros trabalhos, o Dungeon Master no jogo é o que conduz, há diversos nomes usados como narrador, mestre de jogo, entre outros, na série animada, como os tradutores não tinham referencia do jogo, ficou como Mestre dos Magos, a Grow manteve o nome original (a grafia errada foi mantida conforme o jogo da TSR). Tal qual aconteceu com cowboy mascarado Lone Ranger, os tradutores tiveram dificuldade em usar tradução para o termo ranger, a classe de Hank, que foi chamado de arqueiro e até mesmo guarda, thief, a classe de Sheila, significa literalmente ladra, foi usada na dublagem e também pela Grow, atualmente, o termo ranger é mantido e thief é traduzido como ladino ou ladina. a classe também pode ser chamada de burglar, scoundrel ou rogue, rogue gerou outro problema de tradução, de acordo com Jotapê Martins, tradutor de quadrinhos, rogue teriam muitas traduções, ao escolher a tradução para a personagem Rogue da Marvel, Jotapê escolheu Vampira, uma vez que ela podia roubar os poderes de outros personagens, curiosamente, tanto a Vampira, quanto a Sheila foram dubladas por Fernanda Baronne, filha da primeira dubladora da Sheila, Marlene Costa.




Em 1994, surgem duas revistas informativas, a primeira era a Revista Herói, publicada em conjunto pelas editoras Acme e Sampa e a Dragon (mais tarde renomeada Dragão Brasil).


A primeira surgiu quando o jornalista André Forastieri planejou uma revista similar a Set Terror e Ficção, a revista mudou um pouco com algo inesperado, o lançamento do anime Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) na Rede Manchete, a Dragon era uma revista de RPG criada por Marcelo Cassaro após sair da Editora Escala, sua mudança de nome foi causada por outro lançamento, a Abril Jovem, selo da Editora Abril conseguiu a licença da TSR para publicar a Advanced Dungeons Dragon, a revista Dragon, o jogo de cartas Spellfire (um concorrente de Magic the Gathering). Rogério Saladino, ex-editor da revista Dragon entrou para a Dragão Brasil, formando com Cassaro e JM Trevisan, o chamado Trio Tormenta, nome dado a um cenário criado em conjunto pelos três.

Com o tempo, a Abril acabou fazendo um acordo com a Trama, que publicou anúncios dos produtos da mesma, contudo, as publicações foram canceladas.

A revista Herói afirmava não poder fazer uma matéria sobre a série animada na época, afirmando não possuir imagens de divulgação, já a Dragão Brasil citava o desenho desde a primeira edição (uma forma de exemplificar para novos jogadores), em sua edição 9, publicou uma matéria, adaptação para D&D por Roberto Morais, e um guia de episódios (na verdade, apenas os 19 primeiros). De fato, não havia imagens de divulgação de boa qualidade, a revista publicou fotos tiradas da televisão.

Em 1997, a Wizards of the Coast (dona do jogo de cartas Magic the Gathering) adquiriu a TSR.

Somente em 1999, a revista Herói 2000 (publicada pela pela Conrad, nome adotado pela Acme) publicou uma matéria de Pablo Miyazawa com imagens de divulgação, Miyazawa entrevistou o roteirista Michael Reaves, que contou que a série foi cancelada e que ele escreveu um episódio numa animado chamado Requiem, que terminaria com um cliffhanger (gancho) para uma nova temporada. Reaves disponibilizou no site dele, uma versão do roteiro. Nesse mesmo ano, um internauta brasileiro conhecido como Mushi-San, começa a publicar sobre a série em seu site no extinto serviço de hospedagem Geocites, criado em 1994 por David Bohnett e John Rezner, foi comprado em 1999 pelo Yahoo! e desativado dez anos depois no Ocidente (embora ainda exista no Japão), Mushi migraria para um outro servidor e manteria um blog até os dias atuais:

Caverna do Dragão/Mushi-San Geocities - via Internet Archie


Portal Mushi-san




Em outubro de 2000, a revista Dragão Brasil voltou a falar da série, dessa vez com imagens de divugação, na edição 66, JM Trevisan adaptou o roteiro para as páginas da revista, tendo o site de Mushi como fonte, a adaptação foi publicada em duas partes, na edição 68, uma nova adaptação por Rogério Saladino para os sistemas 3D&T (criado por Cassaro) e D&D.

Em 1999, a Devir Livraria republicou Advanced Dungeons & Dragons, em 2001, publicou a terceira edição de Dungeons & Dragons (lançada no ano anterior). A terceira edição trouxe uma mudança que alteraria a adaptação da ficha de Diana, a acrobata. A sua classe na verdade era thief-acrobat (uma subclasse de ladino), embora o Mestre dos Magos chamasse apenas a Sheila de thief, a classe foi introduzida por Gary Gygax (cocriador de D&D), na revista Dragon 69 (janeiro de 1983), a série animada estreou em setembro do mesmo, tendo o próprio Gygax era coprodutor da séria animada. Porém, com a terceira edição do D&D, a classe se tornou uma classe de prestígio, uma classe que não pode ser acessível no primeiro nível, o personagem precisa cumprir algumas exigências, a personagem foi homenageada no sistema, uma personagem chamada Diana aparece como exemplo da classe. A solução seria coloca-la como monja, monge é um classe inspirada nos monges lutadores orientais. Em 2003, a revista O Universo Fantástico do RPG da editora Camargo & Moraes trouxe uma adaptação com essa solução.

Em 2006, a Ink & Paint lançou um box de DVD da série animada, nele vierem alguns extras, como uma adaptação oficial da série para D&D 3.5 (já com essa mudança de classe da Diana), Dungeons & Dragons 3.5 – Animated Series Handbook, produzida pela própria Wizards of the Coast e uma sonora do episódio Requiem, no mesmo ano, a Dragon Slayer, publicada pela Escala, trouxe uma adaptação por Marcelo Cassaro, influenciada pela adaptação do box.




Em 2010, o ilustrador Reinaldo Rocha publicou uma quadrinização do episódio Requiem, sendo inclusive traduzido para o espanhol. Anteriormente, houveram tentativas de se criar uma versão animada, dentre elas, o fanfilm de George de Luca.




Para ler acesse o blog Geek Cafe

Caverna do Dragão: O grande final em quadrinhos!



 Entrevistas de Michael Reaves e George de Luca (legendada)

Canal de George de Luca no Youtube

Referências


Roberto Morais. "Especial Caverna do Dragão". Dragão Brasil #9. Trama Editorial, 1994

Pablo Miyazawa. "O final de Caverna do Dragão". Herói 2000 #3. Conrad Editora, outubro de 1999

Michael Reaves e JM Trevisan (adaptação). "Requiem - O Verdeiro final de Caverna do Dragão". Dragão Brasil # 66. Trama Editorial, outubro de 2000

Michael Reaves, JM Trevisan (adaptação), Silvia Rodrigues (tradução). "Requiem - A segunda parte do final de Caverna do Dragão". Dragão Brasil #67. Trama Editorial, novembro de 2000

Rogério Saladino e Roberto Morais. "Os heróis de Caverna do Dragão". Dragão Brasil (68). São Paulo, Brasil: Trama Editorial, janeiro de 2001

Fábrica de Aventuras. "Caverna do Dragão". O Universo Fantástico do RPG (2). Barueri, São Paulo, Brasil: Camargo & Moraes Editora, 2003
Marcelo Cassaro. "Caverna do Dragão - A aventura favorita dos RPGistas completa 20 anos de exibição no Brasil". Editora Escala. Dragon Slayer #9, 2006
Sérgio Peixoto. Dungeons and Dragons ou Caverna do Dragão». Revista Clube dos Heróis #10, 2011


35 anos de D&D – As edições de Dungeons & Dragons (Parte 3 de 3)

Uma Breve Explicação sobre as Diversas Versões de D&D

Dungeons and Dragons - Dragones y Mazmorras  (Forum) - Tebeosfera

Dungeons and Dragons - Dragones y Mazmorras (Timun Mas) - Tebeosfera


Comics Forum - Dungeons & Dragons cartoon encyclopedia

Reinaldo Rocha Portfólio

Summer Special - Dungeons & Dragons cartoon encyclopedia


Forgotten Realms: The Grand Tour Dungeons & Dragons cartoon encyclopedia


Revistas de RPG No Brasil – Relembrando!

D&D 40 anos – A Origem (não tão) Secreta de D&D


D&D 40 Anos: A História do AD&D


穴と竜: conheça o D&D japonês

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O mangá da série Fundação de Isaac Asimov

Isaac Asimov (1919-1992)  foi um dos escritores de ficção científica mais prolíficos de todos os tempos, formado em bioquímica, também foi um conhecido divulgador científico.

Em 1939, começou a publicar em revistas pulps, histórias de robôs, que logo se tornariam conhecidas por causa das Três Leis da Robótica, criadas por ele e o editor John W. Campbell, em 1942,  iniciou uma nova série chamada Foundation (Fundação em português), inspirado no livro The History of the Decline and Fall of the Roman Empire (A História do Declínio e Queda do Império Romano) de Edward Gibbon.

Inicialmente, a série eram apenas oito contos publicados entre 1942 e 1950 na revista Astounding Magazine (antes chamada de Astounding Magazine e atualmente conhecida como Analog Science Fiction and Fact), na série, o matemático Hari Seldon cria a psico-história, um misto de matemática, sociologia e história para fazer previsões futuras.



Em 1950, Asimov publica seu primeiro romance completo, Pebble in the Sky (No Brasil: 827 Era Galáctica ou Pedra no Céu), iniciando uma nova série, a série Empire ou Galactic Empire (Império ou Império Galático), embora tendo sido publicado primeiro, esse romance seria o terceiro e último da série, os dois primeiros são: The Stars, Like Dust (1951) e The Currents of Space (1952), ao longo dos anos, Asimov iria unificar tanto a série Império, quanto a série Robôs como parte da série Fundação (bem como a inclusão das leis da robótica em sua série juvenil Lucky Starr).

"Pebble in the Sky" e "The Kingslayer" na revista  Two Complete Science-Adventure Books da Fiction House, capa de Allen Anderson

Em 1989, foi publicado o livro Foundation's Friends, uma antologia de contos escritos por outros autores de ficção científica como Ray Bradbury, Robert Silverberg (um antigo colaborador de Asimov), Frederik Pohl, Poul Anderson, Harry Turtledove, e Orson Scott Card.

Com a morte do escritor em 1992, outros autores foram autorizados a escrever novas histórias,  entre eles estavam, Greg Bear, Roger MacBride Allen, David Brin, Gregory Benford, Mark W. Tiedemann, Mark W. Tiedemann, Donald Kingsbury e Mickey Zucker Reichert.

Em 2014, foi noticiado que o canal por assinatura HBO está produzindo uma série baseada em Fundação.



O mangá

Em 2012, a editora Seldon Project (uma clara homenagem ao personagem da série) anunciou um mangá baseado em Fundação, seu nome é Ginga Teikoku Kouboushi (A História da Ascensão e Queda do Império Galático, um dos nomes da série no país). O mangá teve três volumes publicados entre 2013 e 2016, ilustrado por Uzuki e Kamazuki Keitarou.




                           




Também em 2012, o conto The Last Question ( A Última Pergunta no Brasil) teve uma quadrinização pelo coreano Ryul no formato webtoon, um formato coreano de webcomics.

Versão traduzida para o português

Ver também

Animes baseados em franquias ocidentais de ficção científica

Fontes e referências

Scientific American Brasil Exploradores do Futuro 3 - Isaac Asimov

Site oficial do mangá

Isaac Asimov’s ‘Foundation’ Series Manga Adaptation

Ginga Teikoku Kouboushi - Baka-Updates Manga

Isaac Asimov's The Foundation Sci-Fi Novels Get Manga

Guia de Leitura | O Universo de Isaac Asimov - O Vício

Eu, Asimov - A obra de Isaac Asimov em português



Isaac Asimov além da robótica!

A Space Opera - Ficções Humanas

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Os quadrinhos de Billy the Kid na revista britânica The Sun

Billy the Kid (1859 - 1881) foi um fora da lei do Velho Oeste, nascido Henry McCarty, também foi conhecido como William H. Bonney, Henry Antrim e Kid Antrim, tal como diversas figuras do Velho Oeste americano, existem várias lendas sobre Billy the Kid, uma delas que teria matado um homem para cada ano de vida. Billy foi retratado diversas versas no cinema, quadrinhos entre outras mídias, podendo ser mostrado como bandido ou como um herói. Algo que aconteceu com o fictício Cisco Kid, criado pelo escritor O' Henry.

Esse é o caso dessa versão em quadrinhos, publicada entre 1952 e 1959 na revista The Sun da Amalgam Press, com roteiros de  Mike Butterworth e desenhos de Geoff Campion, Don Lawrence (conhecido por ilustrar a série de fantasia científica Storm), Harry Bishop e Alejandro Blasco (irmão de Jesús Blasco, criador do herói juvenil Cuto).

Inicialmente, essa versão de Billy the Kid lembra muito o cowboy Lone Ranger, a série tinha o subtítulo Lone Avenger. Billy era um cowboy mascarado cujo verdadeiro nome era Will Boney, o grito de Lone Ranger era "Hi-yo Silver, away!", já o de Billy era "Yip! Yip! Hi-Yo!".


Curiosamente, Lone Avenger foi um cowboy mascarado dos quadrinhos australianos. Com o tempo, deixou de ser mascarado, a roupa também mudou de cor, de vermelha para azul.




Em 1959, a Amalgam Press foi comprada pelo Mirror Group, tornando Fleetway Publications, já com esse nome, o personagem voltou a ter quadrinhos na editora em 1961, desta vez na revista Cowboy Comics Library, com desenhos de Renzo Calegari, Albeto Breccia e outros. O brasileiro João Batista Mottini chegou a ilustrar histórias do ator-cowboy Buck Jones, em começo de carreira, o escritor Michael Moorcock chegou a roteirizar histórias de faroeste para a editora.

A história escolhida para ilustrar a postagem foi publicada na edição 185 da revista de The Sun (agosto de 1952), o artista não foi creditado, a história mostra notável influência de outro mascarado, o Zorro, a fonte é o site Comic Book Plus, que hospeda quadrinhos em domínio público dos Estados Unidos e quadrinhos de outros países (sendo eles de domínio público ou não).









Referências e links úteis



Billy the Kid - Noble Bandits

Billy the Kid - UK Comics


Billy the Kid (UK Sun) Archives - Comic Book Plus

Sun - Comic Vine

Billy the Kid - Public Domain Super Heroes Wikia

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Os quadrinhos franco-belgas de Lucky Starr, série juvenil de Isaac Asimov

Em 1951, o agente literário e escritor Frederik Pohl e o editor Walter Bradbury procuraram Isaac Asimov e sugeriram que ele criasse uma série infanto-juvenil para ser adaptada para a televisão, temendo ficar marcado por essa série, o escritor resolveu usar o pseudônimo Paul French (Paul francês em português), a série foi inspirada em Lone Ranger e o primeiro livro lançado no ano seguinte com o título David Starr, Space Ranger (As Cavernas de Marte no Brasil) pela Doubleday, em 1953, lançou Lucky Starr and the Pirates of the Asteroids, contudo, a série de TV nunca foi lançada, uma vez que em 1954 surgia a série de TV  Rocky Jones, Space Ranger, que inviabilizou o projeto.



Revista em quadrinhos de Rocky Jones publicada pela editora americana Charlton


O primeiro romance foi uma espécie de space western ou faroeste espacial, sendo inspirado no Lone Ranger, o personagem David Starr (cujo apelido era Lucky) usava inclusive uma máscara e era conhecido como Space Ranger, o romance foi ambientado em Marte, embora fosse uma obra juvenil, a descrição do planeta Vermelho foi bastante acurada com o que dizia a ciência da época. Lançado em Lucky Starr and the Pirates of the Asteroids (No Brasil: Vigilante das Estrelas), a série muda o foco de faroeste espacial para espionagem, influenciada pelos eventos da Guerra Fria. o autor escreveu outros romances Lucky Starr and the Oceans of Venus (1954) ,Lucky Starr and the Big Sun of Mercury (1956), Lucky Starr and the Moons of Jupiter (1957) e Lucky Starr and the Rings of Saturn (1958).





Em Lucky Starr and the Big Sun of Mercury, Asimov usou as suas famosas Leis da Robótica, embora tenha assumido a autoria, todos os romances foram publicados com o pseudônimo Paul Fench, a série foi uma das obras que apareceram artefatos parecidos com os sabres de luz de Star Wars.


Conforme mencionei anteriormente, a chamada Era de Prata dos quadrinhos americanos começou quando Julius Schwartz, editor da DC Comics, que também foi agente literário e editor de revistas pulps, sugeriu que fossem criados heróis baseados em ficção científica, em Showcase # 15 (Julho de 1958) foi lançado o herói Space Ranger (cuja identidade civil era Rick Starr), criado pelos roteiristas Edmond Hamilton e Gardner Fox (ambos também escritores de revistas pulp) e o desenhista Bob Brown.




Em, 1958, foi lançada a revista francesa em formatinho Sidéral da editora Artima, que publicava as histórias espaciais da DC Comics, incluindo o Rick Starr, o Space Ranger da editora, a primeira versão da revista foi cancelada em 1962. Em 1968, a editora lança uma nova versão da revista na coleção Comics Pocket (quadrinhos de bolso em inglês, publicados no formato 13 x 18 cm), a série publicou quadrinizações de romances de escritores de fc como Richard Bessiere, Jimmy Guieu, J. G. Vandel, Vargo Statten e Arthur C. Clarke, na edição 46, publicada em 1975, a revista trouxe uma quadrinização do primeiro romance, David Starr, Space Ranger com o nome de  Sur la Planère Rouge, o texto original é creditado Paul French,o ilustrador não foi creditado, mas acredita-se que os desenhos sejam Raoul Giordan, Giordan havia  produzido outras adaptações e era conhecido por ilustrar outra revista de histórias espaciais da editora, Meteor, publicada entre 1953 e 1962, que ao lado de Les Pionniers de l'Espérance, é considerada uma das maiores séries de ficção científica da França.


;A adaptação foi republicada em álbum da coleção Comics Pocket n° 3227 e em 1980 em Collection Meteor  2 pelo selo Arédit.











Em 1991, foi lançada  uma adaptação de Lucky Starr and the Oceans of Venus com o título Lucky Starr Les océans de Vénus, produzida por Fernando Fernandez e lançada pela editora Vaisseau d'Argent, o nome de Asimov não é mencionado.






Por fim, em 1992, a editora belga Claude Lefrancq publica outra adaptação do primeiro romance, agora com o título Les Poisons de Mars, escrita por Jacques Stoquart e desenhada por E. Loutte, a editora publicou o álbum em duas versões com capas diferentes.







Ver também

Buck Rogers in the 25th century
Fontes e referências


Scientific American Brasil Exploradores do Futuro 3 - Isaac Asimov


Lucky Starr series


Meteor (périodique)



Sidéral (revue)


Sideral - Grand Comic Database

Sidéral (1re série) - Bedetheque



Sidéral (2re série) - Bedetheque

Raoul GIORDAN et Les Comics Pocket Sideral

Artima -l'âge d'or des RC

Lucky Starr - Cool French Comics
Star Wars Origins - Lightsabers

Raoul Giordan : décès d’un pionnier de la BD de SF !

Lucky Starr Les océans de Vénus - Bedetheque

Poisons de Mars - Bedetheque

Isaac Asimov en Bandes Dessinees

Les Poisons de Mars - 1952

Artima:quelques couvertures "martiennes"

Eric Loutte

Lightsabers

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Blade por Takashi Okazaki


Em 2004, foi lançado o filme Blade: Trinity pela New Line Cinema, trata-se do último filme de uma trilogia do personagem Blade, o caçador de vampiro da Marvel, estrelados pelo ator Wesley Snipes entre 1998 e 2004. no mesmo ano, foi lançado a trilha sonora do filme, uma versão deluxe trouxe como brinde um mangá por Takashi Okazaki, criador do mangá Afro Samurai, lançado em 1998 no dōjinshi Nou Nou Hau. Afro Samurai ganhou um anime dublado por Samuel L. Jackson, que também foi um dos produtores do anime.


Tanto Blade, quando Afro Samurai foram inspirados nos filmes blaxploitation, filmes criados por negros para negros.




Em 2012, Okazaki foi um dos character designers do anime dos X-Men, produzido pela Madhouse, a produtora também produziu uma série do Blade, sem participação do artista.



Referências e links úteis




Blade: Trinity Soundtrack Hits Hard
Takashi Okazaki
A Tumba de Dracula, Tom Field
Blaxploitation And Pop Culture








































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































sábado, 11 de fevereiro de 2017

Superman por Jijé




Em abri de 1938, a editora belga Dupuis lançou a revista Le Journal de Spirou, a série principal era Spirou, personagem criado por Rob-Vel, publicando também séries americanas de Dick Tracy de Chester Gould, Rei da Polícia Montada, ilustrada por Allen Dean, com roteiros de Stephen Slesinger e Romer  Grey, filho do escritor de faroeste Zane Grey, Slesinger havia conseguido a licença para usar o nome do escritor, dando impressão de ser uma criação do mesmo.

Em 1939, a editora começou a publicar Superman por Jerry Siegel e Joe Shuster e Red Ryder, outra série cocriada por  Slesinger  com colaboração do desenhista Fred Harman, devido a semelhança de Red Ryder com Bronc Peeler, outra criação de Harman, ambos tinham o mesmo sidekick, o jovem índio Little Beaver (Filhote de Castor no Brasil), contudo, havia uma diferença, Bronc Peeler era um "cowboy moderno" como o Vigilante da DC Comics e alguns dos filmes estrelados por Gene Autry.

Apesar dessas diferenças temporais, esses personagens eram constantemente confundidos no Brasil, a ponto de ambos serem publicados com o mesmo nome, Bronco Piler, o personagem também foi chamado de Cavaleiro Vermelho e Nevada, esse por sua vez era o nome de um personagem de Grey.



Conforme comentei em outras postagens, os quadrinhos americanos foram proibidos, primeiro na Itália, onde Flash Gordon foi desenhado por Guido Fantoni e depois na Bélgica, onde foi desenhado por Edgar P. Jacobs, coube a Joseph Gillain, mais conhecido Jijé (1914-1980), dar continuidade a Superman (chamado de Marc, Hercule moderne) e a Red Ryder (Cavalier Rouge), Jijé trabalhou com Superman entre 1939 e 1945 e Red Ryder em 1940.

Joseph Goebbels, ministro de propaganda do partido nazista acusava o Superman de ser judeu, o fato é que foi criado por dois judeus, em 1941, começaram a surgir personagens criados como resposta ao nazismo, como o Capitão América, também criado por judeus.


Paralelo a isso, Jijé trabalhava em Spirou, uma vez que Rob-Vel que havia sido convocado para a guerra, o artista retornaria em 1941, contudo, em 1943, a série seria comprada pela editora, que chamou novamente Jijé para trabalhar na série.


Jijé, inspirado em Milton Caniff, criou "escola de Marcinelle" ou "estilo atômico", um estilo que concorria com a linha clara de Hergé e Edgar P. Jacobs, Jijé teve que seguir o estilo de Shuster em Superman, que se assemelhava ao estilo cartunesco de Roy Crane, criador de Captain Easy, Soldier of Fortune (Capitão Cesar no Brasil), série de aventura que surgiu como a serie de humor, Wash Tubbs e Buz Swayer (Jim Gordon no Brasil).





Links

Joseph Gillain (Jijé) dans le journal de Spirou

Grandes personagens dos quadrinhos – Spirou e Fantasio

Quadrinhista belga ganha museu

Superman - Publication en France

Matérias sobre Spirou no site Tu Já Viu


A importância da linha clara e do estilo atômico

Revista Spirou celebra 75 anos

Exposição “Centenário De Jijé – Mestre De Banda Desenhada”, De 29 De Maio A 11 De Julho, na Bedeteca da Amadora

French Collection #27

Joe Shuster

Gringos Locos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Betty Boop por Shigeru Sugiura


Criada por Max Fleischer e Grim Natvick, Betty Boop surgiu em animações em 1930 na série Talkartoon do Fleischer Studios.

 Betty foi muito popular no Japão e aparecia em cartões menko e mangás, obviamente não oficiais, é o caso dessa página por Shigeru Sugiura de 1935, o sucesso da personagem chegou aos ouvidos do estúdio, foi quando produziram o curta A Language All My Own, onde Betty viaja ao Japão e vestida com um kimono, canta uma canção em japonês.







Em diversos livros é dito que Betty Boop teria inspirado os olhos grandes dos personagens dos mangás, a comparação mais comum é de Betty com a Princesa Safiri, personagem de Osamu Tezuka, contudo, contudo, Sugiura foi assistente de Suihō Tagawa, autor do gato Norakuro (1931-1981), personagem já que possuía olhos grandes.


Tezuka nunca declarou ser fã da personagem, mas era fã do Popeye, personagem das tiras de E. C. Segar que estreou nos cinemas em um curta de Betty Boop produzido em 1933 pelo Fleischer Studios, um outro dado é que Grim Natvick, cocriador de Betty, trabalhou no filme Branca de Neve e os Sete Anões da Disney, nos primeiros concepts, a personagem lembrava Betty, que inclusive havia estrelado um curta como Branca de Neve em 1933, Tezuka era fã da Disney e ilustrou um mangá da Branca de Neve nitidamente influenciado pelo estúdio. Tezuka e Sugiura  não são os únicos autores que teriam introduzido os olhos grandes, Jun'ichi Nakahara, também produziu moças com olhos grandes em capas de revistas shoujos.


Em 1985, Tezuka produziu o curta Broken Down Film, que tinha um personagem com um corte de cabelo parecido com de Safiri.








Branca de Neve por Natvick

Branca de Neve por Tezuka





Em 2002 foi lançado o livro Collection of Betty Boop Made in Japan de Takashi Yasuno.



Model sheets

Fontes e referências


A época clássica do desenho animado americano

The Bottom of a Bottomless Barrel: Introducing Akahon Manga

Betty Boop in Japan

Betty Boop Parodies & References

Mizuki Shigeru's Manga Surreality

Revealed: Pouting Snow White who looked like Betty Boop

Sugiura Shigeru’s Sense of Humor

Max Fleischer - Lambiek

Shigeru Sugira - Lambiek

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Mickey Mouse por Guglielmo Guastaveglia


Como se sabe, a Itália é a maior produtora de quadrinhos Disney pelo mundo, contudo, as primeiras histórias produzidas no país não eram oficiais, as tiras originais estrearam em março de 1930 no Illustrazione del popolo , um suplemento do jornal Gazzetta del Popolo, entre abril e agosto de 1931, o jornal Il Popolo di Roma publicou pranchas de Mickey Mouse por Guglielmo Guastaveglia. Guastaveglia fez crossovers do Mickey e Minnie (chamados de Topolino e Topolina, topolino é um nome dado ao rato doméstico ou camundongo) com Gato Félix (Mio Miao) e usou Kat Nipp (Gatto Nipp), um vilão dos primeiros curtas do Mickey que era usado nas tiras por Floyd Gottfredson, o nome é alusão a catnip, erva do gato, o personagem lembra as primeiras versões de  Peg Le Pete (Bafo no Brasil), porém, Pete estreou em Alice Solves the Puzzle de 1925 da série  Alice Comedies (ou seja três anos antes do próprio Mickey), Kat Nipp estreou num curta do Mickey, The Opry House de 1929.


Mickey contracenando com Minnie, Félix e Kat Nipp

Kat Nipp por Floyd Gottfredson





Possivelmente por problemas com direitos autorais (Félix atualmente pertence a Dreamworks Classics, uma empresa do grupo NBCUniversal), consideram Mio Mao como sendo Julius, um gato parecido com Félix que estreou nos curta da série Little Red Riding Hood de 1922 da série Alice Comedies, sendo um inimigo de Pete, no encadernado Walt Disney's Mickey and the Gang publicado pela Gemstone em 2005, o gato aparece na cor verde. Julius não é o único que se parece com Félix, Ortensia e seu irmão Homer também guardam semelhanças com o gato criado por Otto Mesmer e Pat Sullivan, Ortensia (chamada de Sadie nos projetos originais) era namorada de Oswald the Lucky Rabbit (Coelho Osvaldo), Oswald foi criado em 1927 por Walt Disney e Ub Iweks, contudo, a dupla acabaria perdendo os direitos para a Universal no ano seguinte, sendo até produzido por Walter Lantz, em 1935, Oswald sofreu um redesign  por Manuel Moreno membro da equipe de Lantz, baseado no coelho do curta "Fox and the Rabbit", lançado no mesmo ano. Ortensia chegou a ser usada pela Universal, mas foi  chamada de Fanny, nome de uma namorada anterior de Oswald, que também era uma coelha, A dupla teve que criar um novo personagem, surgiu então Mckey Mouse, Homer chegou a aparecer no curta Mickey's Orphans e em tiras de jornal por Floyd Gottfredson, as primeiras tiras do Mickey foram desenhadas por Ub Iwerks com roteiros do próprio Walt Disney, no mesmo ano, após sair do estúdio e fundar uma própria companhia, foi substituído por Win Smith, que também ficou por um curto período,   Gottfredson, ficou de 1930 até 1975 desenhando o personagem. Em 1999, a Universal fez uma nova série do Pica-Pau, o visual antigo Oswald foi usado em licenciamento, mas não apareceu na série de TV, mas chegou a aparecer em quadrinhos. Em 2006, Oswald volta para a Disney, após um acordo pelo contrato do locutor esportivo Al Michaels, que saaiu do ABC Sports da Disney, para o NBC Sports da  NBCUniversal.

Julius em Alice Gets Stung (1925)
                                 

Ortensia

Voltando a Itália, os quadrinhos de Mickey voltariam a ter produção em 1932, com o lançamento da revista Topolino da editora Nerbini, com pranchas por Giove Toppi, contudo, a licença da editora foi considera invalida, a solução foi mudar o nome para Topo Lino na terceira edição, com rato de mesmo nome desenhado por Toppi, na sexta edição, Mickey volta a aparecer no título e na seguinte, publica tiras de Gottfredson e locais por Angelo Burattini e Gaetano Vittelli, em 1935, a revista passa a ser publicada pela Mondadori, em 1942, por conta da proibição do regime fascista (que como disse anteriormente, havia proibido a importação de Flash Gordon em 1938) a editora teve que trocar o personagem por Tuffolino, um humano que parecia com o Mickey por Federico Pedrocchi (roteirista de Saturno contro la Terra) e Pier Lorenzo De Vita (que ilustrou Saturnin Farandol, também roteirizado por Pedrocchi, publicado na revista entre 1938 e 1940), a revista publicou outros materiais e foi cancelada em 1943, voltando com a ser publicada em 1945, com o fim da Segunda Guerra, pode publicar os personagens Disney, em 1949, a Monadori cancela a revista no formato tabloide e relança com um novo formato, com a escassez de papel, a editora optou por publicar no mesmo formato da revista Reader's Digest, que também foi publicada pela editora, o formato é conhecido como "digest size, para fins de registro as duas são divididas em "Topolino giornale e Topolino libreto.

No Brasil foi introduzido na revista O Pato Donald #22 (1952), sendo conhecido como formato pato e logo depois como formatinho.






Links


Il Gatto Nip di Guasataveglia


Il Popolo di Roma - Inducks


Gioave Topp - Papersera


Mio Miao/Julius- Inducks

Topolino (giornale) - Inducks

Topolino (libreto)- Inducks

Homer - Inducks

Julius the Cat - Wikipedia

Guglielmo Guastaveglia - Lambiek

Inkblot Cartoon Style - Tv Tropes


Zé Carioca e as lendas urbanas

80 anos de quadrinhos Disney

Gato Félix, Carlito, Mickey, O Gordo e o Magro por J. Carlos